Meio Ambiente

14/08/2019

Importadores de pneumáticos deverão apresentar proposta para logística reversa de pneus inservíveis

O objetivo do encontro foi debater medidas para aprimorar a logística reversa de pneus importados, fazendo com que aumente o número de pontos de coleta no Estado. Somente em 2019, o crescimento de pontos foi de 165 para 190.


A equipe da Divisão de Resíduos Sólidos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, recebeu nessa quarta-feira (14) representantes de importadoras pneumáticas para o Paraná. O objetivo do encontro foi debater medidas para aprimorar a logística reversa de pneus inservíveis, fazendo com que aumente o número de pontos de coleta no Estado.

 Em 2019, o crescimento de pontos foi de 165 para 190, esse número representa somente a coleta feita pelos fabricantes, ou seja, industrias localizadas no Brasil. Segundo a Nota Técnica 02/2019 do Ministério Público, a logística reversa de pneus inservíveis é obrigação dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes.

No Brasil os fabricantes representam 70% dos pneus colocados no mercado, enquanto os importadores ficam com os outros 30%, mas somente os fabricantes arcam com o custo do recolhimento e destinação correta desses produtos em estado pós-consumo.

Segundo o coordenador da Divisão de Resíduos Sólidos da secretaria, Laerty Dudas, esta pratica não é apenas de responsabilidade dos fabricantes, mas também dos importadores. Foram convocados para esta reunião 38 importadores, mas compareceram apenas 6. “Infelizmente sofremos com uma resistência dos segmentos em participar da logística reversa. Isso é normal, mas vamos trabalhar para trazer a melhor solução”.

RESPONSABILIDADE - As ações de responsabilidade pós-consumo dos pneus são coordenadas pela Reciclanip, entidade formada pelos maiores fabricantes de pneus, que recolheram juntos 100 milhões de pneus desde 1999. O Paraná tem 90 pontos de coleta onde são recolhidas em média 4 mil toneladas de pneus por mês, o equivalente a aproximadamente 80 mil pneus. A Reciclanip é formada pela Bridgestone, Goodyear, Michelin, Pirelli e Continental, que são as maiores fabricantes deste produto no Brasil.

OBRIGATORIEDADE - A logística reversa é obrigatória no Brasil, sendo instituída pela Lei Federal nº 12.305 de agosto de 2010 que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e regulamentada pelo Decreto nº 7.404/10. A logística reversa é um conceito que trata da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Como o nome sugere, na logística reversa, o fluxograma da produção ao consumo segue o caminho inverso dos resíduos do produto no pós-consumo, até sua origem – consumidores, comerciantes, distribuidores, indústria e fornecedores. Seu objetivo é preservar a natureza com a destinação ambientalmente correta de resíduos, reinserindo-os em novos ciclos produtivos.

BENEFÍCIOS - Para Dudas, o programa voltado para a logística reversa é importante para gerar empregos e renda para o Estado, além do governo estar preocupado com a saúde pública da população. “Pneu inservível gera emprego e renda. Ele tem um valor energético e pode voltar para a cadeia produtiva”, diz. “Nosso objetivo também é resolver a questão de saúde pública, pois, jogado no meio ambiente, o pneu pode vir a ser um local de reprodução do mosquito da dengue”, continua.

Ainda segundo o coordenador, o pneu inservível tem uma importância para outras matérias primas, e com isso reaproveitando os pneus, utilizando ele como asfalto com borracha, pisos e outras matérias.

PRÓXIMOS PASSOS - A equipe da secretaria irá novamente convocar, em conjunto com o Ministério Público, os fabricantes, importadores, Ibama e as recicladoras para apresentar novas propostas e medidas para que a logística reversa possa funcionar com excelência no Paraná.

“Se todo mundo participar vai ser melhor para todos e vamos conseguir um êxito para este determinado resíduo, e assim trazer mais qualidade de vida para todos os paranaenses”, lembra Dudas. 


Saiba mais sobre o trabalho da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo em:

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