Meio Ambiente

10/05/2019

Empresas devem apresentar propostas para melhorar logística reversa

Governo do Estado deu prazo de 20 dias para que responsáveis por pneus, lâmpadas e resíduos de material de construção apresentem propostas para minimizar impacto causado por produtos inservíveis. Assunto foi discutido em reuniões realizadas pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e Turismo.


Os segmentos responsáveis pela logística reversa de pneus, lâmpadas pós-consumo e resíduos de material de construção devem apresentar ao governo do Estado, num prazo de 20 dias, propostas e alternativas para minimizar o impacto ambiental causado pelos produtos inservíveis.

Durante toda a semana, a Divisão de Resíduos Sólidos da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo promoveu reuniões com os representantes das empresas responsáveis por pneus, lâmpadas pós-consumo e resíduos de material de construção, buscando soluções para aplicar a logística reversa.

“O objetivo desses encontros é fazer com que as empresas ampliem a coleta e destinação dos produtos pós-uso. Esses resíduos podem voltar à cadeia produtiva, servindo de matéria prima para diversas indústrias, gerando emprego e renda”, diz o chefe da Divisão de Resíduos Sólidos da secretaria, Laerty Dudas.

Entre as propostas discutidas estão o aumento do número de pontos de coleta regular, a realização de campanhas de entrega de inservíveis nos municípios e o compromisso de compartilhar dados sobre a coleta em todo o Estado.

Participaram das reuniões a Reciclus, responsável pela logística reversa de lâmpadas; a Reciclanip, que gerencia a coleta e destinação de pneus inservíveis; a Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR).

PNEUS – Segundo Laerty Dudas, os fabricantes de pneus realizam um trabalho que é referência em logística reversa e atuam em parceria com os municípios. “Atualmente, são atendidos 116 dos 399 municípios. É preciso ampliar essa atuação para todo o território paranaense. Retirar os pneus do meio ambiente é, inclusive, uma questão de saúde pública porque são locais de reprodução do mosquito que transmite a dengue e febre amarela”, afirma.

Segundo o gerente-geral da Reciclanip, Rafael Martins, no ano passado, a empresa coletou 32 mil toneladas de pneus inservíveis no Estado, com um investimento de R$ 6,1 milhões.

“A Reciclanip representa 13 fabricantes e é responsável por 70% da coleta e destinação dos pneus inservíveis. Pretendemos ampliar o número de pontos de coleta e realizar mais campanhas de arrecadação de pneus inservíveis”, disse ele. Na última campanha, em Londrina, foram coletadas 25 toneladas de pneus, o equivalente a 5,7 mil pneus de passeio.

É importante esse diálogo com o Governo do Estado para aprimorar nosso trabalho e melhorar a gestão da logística reversa”, afirmou Martins. Os pneus inservíveis são reutilizados em projetos energéticos em cimenteiras, em substituição ao coque do petróleo, adição à massa asfáltica de pó de borracha e fabricação de pisos, o que contribui para a redução dos impactos na saúde humana, na qualidade ambiental e movimenta a cadeia produtiva.

LÂMPADAS – Segundo Laerty Dudas, o acúmulo de lâmpadas pós-uso tornou-se um problema para todos municípios do Estado, que não dispõem de locais para armazenagem. “As prefeituras estão pedindo socorro. Os municípios coletam, transportam e guardam as lâmpadas, mas os locais não são adequados. Segundo a lei, a responsabilidade pela coleta dessas lâmpadas é dos fabricantes, importadores e distribuidores. Solicitamos que a Reciclus apresente uma proposta concreta para o recolhimento desse material”, explica.

Em 2014 foi firmado um acordo setorial entre fabricantes, importadores e distribuidores de lâmpadas e o Ministério do Meio Ambiente em que as empresas se comprometeram a instalar pontos de coleta para recebimento dos produtos inservíveis.

A partir do acordo, a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) e a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi) formaram a Reciclus, que coleta e encaminha as lâmpadas inservíveis para o destino correto.

“As empresas tiveram cinco anos para agir, mas nesse tempo pouco foi feito. Esses pontos de coleta são caixas de papelão que comportam somente 100 lâmpadas e atendem apenas pessoas físicas”, explicou . Curitiba, com mais de 1,8 milhão de habitantes, tem somente 18 pontos de coleta. Em todo o Estado, apenas nove municípios têm pontos de coleta para receber as lâmpadas pós-uso. A cidade de Apucarana, por exemplo, tem 120 mil lâmpadas armazenadas, sem destinação adequada”, explicou Dudas.


Saiba mais sobre o trabalho da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo em:
https://www.facebook.com/desenvolvimentosustentaveleturismo/


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