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Meio Ambiente

17/02/2017

Comitê debate novo enquadramento dos rios da Bacia do Tibagi

As medidas a serem adotadas para a efetivação do novo enquadramento da qualidade da água dos rios da Bacia Hidrográfica do Rio Tibagi foram discutidas durante esta quarta-feira (15), em Londrina, em encontro do Comitê da Bacia do Tibagi, evento realizado em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA). Entre os temas discutidos estavam ações de saneamento básico, poluição industrial, conservação das águas e solos nas bacias rurais, resíduos sólidos e outros assuntos em relação à melhoria da qualidade da água do rio Tibagi.

De acordo com as metas propostas pelo comitê e aprovadas pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos, a maioria dos rios da Bacia do Tibagi deverá ter classe 2; alguns serão enquadrados nas classes 1 e 3; e não haverá mais rios de classe 4. Para cumprir o novo enquadramento, serão implementadas metas a médio prazo, até 2025, e a longo prazo, até 2035.

As classes se referem aos padrões de qualidade da água para atender aos usos que se faz ou se pretende fazer da bacia e são estabelecidas pela Resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A classe 1, por exemplo, é para rios utilizados como mananciais de abastecimento público. Em trechos urbanos, os rios poderão ter classe 3.

O coordenador de Recursos Hídricos da SEMA, José Luis Scroccaro, destacou que todos deverão unir esforços na implementação das ações. “Para se alcançar a qualidade digna do Tibagi, a participação de cada setor nas ações a serem desenvolvidas é fundamental para se atingir a qualidade da água aprovada no enquadramento pelo Comitê e pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos”, enfatiza Scroccaro.

O presidente do Comitê do Tibagi, Galdino Andrade, afirmou que o enquadramento da qualidade da água representa um ganho para todos. “Como a bacia tem múltiplos usos, há conflitos de interesses e o debate é fundamental para encontrarmos pontos convergentes”.

Segundo o diretor de Bacias Hidrográficas do Instituto das Águas do Paraná, Enéas Souza Machado, os quatro principais setores que interferem na qualidade da Bacia Tibagi são a indústria, que lançam efluentes industriais, incluindo as estações de esgoto; as prefeituras, com a poluição difusa, resíduos sólidos; a agropecuária, que com a erosão faz o carreamento de nutrientes e defensivos agrícolas; e o saneamento, com o abastecimento público. Cada um desses setores tem que apresentar um plano de efetivação de ações para o enquadramento, com cronograma e custos.

DESAFIO – Na apresentação da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o gerente da Assessoria de Planejamento de Desenvolvimento Ambiental (APDA), Pedro Franco, afirmou que a Sanepar está se planejando para a melhoria da qualidade dos corpos hídricos em todo o Estado. “A Sanepar tem representação em todos os comitês de bacia do Estado e da União, oferece estrutura de apoio a seus representantes e também oferece seu quadro técnico para auxiliar no plano de enquadramento”, disse.

Na Bacia do Tibagi, a Sanepar atende 34 municípios com serviços de água, com 31 captações em mananciais superficiais e 116 poços. No setor de esgotamento sanitário, são 40 estações de tratamento de esgoto em 22 municípios. Em 7 deles, estão sendo implantados o serviço. Dentro da Bacia do Tibagi, até 2021, a Sanepar vai investir R$ 211,1 milhões em obras de abastecimento de água e R$ 136,8 milhões em obras e projetos de esgotamento sanitário.

Segundo Pedro Franco, é um grande desafio para a Sanepar atender a todas as exigências dos comitês de bacias e dos Planos Municipais de Saneamento Básico. “Trabalhamos fortemente com planejamento. Já está em execução um trabalho de planejamento para os próximos 50 anos e estamos elaborando planos diretores para os setores de abastecimento e de esgotamento sanitário. O plano diretor para a região Norte abrange as bacias do Tibagi e do Pirapó. E o foco da Companhia é a proteção de mananciais, com vários programas em execução, como o Fundo Azul, o Programa de Revitalização de Rios Urbanos (PRRU), o Se Ligue na Rede e o de educação socioambiental, entre outros.”

REPRESENTAÇÃO – O vice-prefeito de Ibiporã, Alberto Bacarin, representante dos Municípios no Comitê do Tibagi, falou da grande tarefa dos municípios na melhoria contínua do Tibagi. Depois das falas dos representantes dos municípios de Ipiranga, Londrina, Carambeí, Castro, Ponta Grossa e Rolândia, o diretor do Instituto Águas do Paraná Everton Luiz da Costa destacou a importância da participação dos municípios no comitê. “É um processo participativo que só funciona se a representatividade for exercida. E o comitê pode ser um catalizador das expectativas dos municípios no programa de efetivação do enquadramento”, disse.
O secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Carambeí, Jean Andrusko, destacou a parceria da Sanepar com a prefeitura no trabalho de despoluição ambiental com o programa Se Ligue na Rede. O gestor socioambiental da Sanepar e membro do Comitê do Tibagi, Edson Denobi, explicou que o programa vistoria as ligações de esgoto para corrigir irregularidades.

Também falaram representantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), do setor industrial, da Emater, da Federação da Agricultura e das Florestas Municipais.

Fonte: Sanepar Londrina

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