Pesca e Aquicultura


A pesca envolve a extração de peixes dos ecossistemas aquáticos, enquanto a aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos. A pesca continental vem diminuindo nos últimos tempos. Uma grande variedade de métodos, legalizados ou não, são utilizados para a captura de peixes, em rios, lagos e represas, incluindo a pesca de linha o uso de redes de arrasto, redes de emalhar, redes de cerco, assim como diversos tipos de armadilhas, arpão e explosivos.

A pesca continental é afetada pela poluição dos ambientes aquáticos por resíduos industriais, agrícolas e domésticos, além da alteração dos cursos dos rios pela instalação de hidrelétricos, do desmatamento desenfreado e da perda da vegetação ciliada. Têm sido registradas reduções dos estoques pesqueiros nas diversas regiões brasileiras. A própria pesca indiscriminada também é uma atividade altamente impactante, afetando o ambiente tanto nos casos em que não são respeitados os tamanhos mínimos ou épocas de defeso, como pelo uso de artes de peca e de aparelhos primitivos, inadequados para pesca seletiva.

A aquicultura brasileira é responsável por apenas 10,4% da produção aquícola da América Latina. A atual situação da pesca continental no Brasil deve ser atribuída principalmente aos seguintes fatores:
  • falta de uma organização institucional, de uma política de pesca;
  • falta de planos e programas e de mão-de-obra qualificada;
  • não transferência de tecnologia;
  • carência de investimentos na produção de insumos e equipamentos;
  • falta de apoio aos centros tecnológicos de pesca;
  • falta de recursos para pesquisa;
  • aos elevados impostos pela atividade.

A aquicultura nacional, com algumas exceções, vem sendo desenvolvida por pequenos produtores, de modo que atividade serve como forma de fixação destes produtores no campo. Já nas grandes fazendas de aqüicultura, a atividade pode chegar a empregar um trabalhador para cada dois ou três hectares cultivados.

Os “pesque-pague” são os grandes responsáveis pelo recente crescimento da piscicultura no país. Alguns “pesque-pagues” têm se especializado, com sucesso, no oferecimento de peixes nobres e altamente esportivos, como dourados, black-bass, trutas, robalos, entre outros. Com isso, a demanda dos peixes menos nobres e mais fáceis de ser cultivados como as carpas e as tilápias, tem caído reduzindo o preço pago aos produtores.

Os principiais tipos de aqüicultura em água doce no Brasil são:
  • Tilapicultura: A tilápia é um peixe originalmente nativo da África que encontrou nos ambientes límnicos brasileiros condições ideais de propagação. A Tilapia rendalli foi introduzido no Brasil inicialmente para controle de macrófitas em lagos e represas. Hoje a espécie mais cultivada é a tilápia do Nilo, Oreochromis niloticus. O cultivo da tilápia cresce rapidamente, em função da rusticidade do peixe e da facilidade de cultivo.
  • Ciprinicultura: O cultivo de carpas é comum no mundo inteiro, no Brasil teve origem com as colonizações alemãs e italianas do sul do país. As principais carpas cultivadas são: carpa-capim (Ctenopharyngodon idella), carpa-prateada (Hypophthalmichtys molitrix) e carpa-cabeça-grande (Aristichtys nobilis).
  • Truticultura: A principal espécie de truta cultivada no Brasil é a truta-arco-íris (Salmo gairbnerii), introduzida em 1949 com a importação da Dinamarca.
  • Carcinicultura: A produção brasileira de camarões de água-doce está baseada em apenas uma espécie, o gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii). A Universidade Federal do Ceará está introduzindo no Brasil a opção de cultivo do lagostim-de-água-doce (Procambus clarkii).
  • Ranicultura: A ranicultura é praticada no Brasil desde a década de 30, com excelente desenvolvimento tecnológico. A atividade busca sua expansão investindo no marketing, divulgando receitas, desenvolvendo embalagens especiais e reduzindo seus custos de produção.
 
 
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